sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Primeiro Encontro Nacional da Cultura Cigana

O grupo Los Gitanos é formado por:

[x]Flavio (Violão Solo)
[x]Frinca (Vocal)
[x]Adriano (Violão)
[x]Renato (Violão)
[x]Ronald (Violão)
[x]Fabinho (Violão)
[x]Milinho (Violão)
[x]Igor (Violão)
[x]Adriano (Bateria)
[x]Leandro (Teclado)
[x]Pitter (Contra Baixo)
[x]Yvis (Percussão)
[x]Rafael (Percussão
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12699780

quinta-feira, 21 de junho de 2007

O POVO CIGANO: UM MUNDO FORA DA HISTÓRIA

"Os ciganos são os novos judeus da nova europa, com uma distinção fundamental: enquanto os judeus montaram uma grande indústria da memória das perseguições que sofreram, os ciganos tem como base de sua cultura a arte de esquecer" Isabel Fonseca - adaptação

Há vários indícios de que os ciganos são oriundo da Índia como por exemplo: inúmeras palavras com o mesmo significado existente entre o Sânscrito( idioma falado na Índia Antiga) e o Romani( idioma falado pelos ciganos), mas também a pele morena, o gosto pelas variedade de cores, os adornos em ouro, sua crença na reencarnação, seu apego às tradições e acima de tudo, seu modo pacífico de levar a vida e sua memória coletiva.













É certo de que os romas não se tornaram nômades por vontade própria. Há quem diz que foram obrigados ao nomadismo devido aos ataques árabes e há também quem diz que se tornaram nômades pelo fato de que pertenciam a uma casta inferior da Índia Antiga, a casta dos párias, onde ficavam expostos a serviços muito degradantes, o que ocasionou sua fulga para vários lugares da Europa, levando-os, consequentemente, ao estilo de vida nômade.
Foi a única invasão de terras, do planeta, realizada de modo pacífico, sem nenhuma violência. Eram bem recebidos nas cidades onde chegavam. Os chefes das tribos se apresentavam de maneira pomposa dizendo que eram duques ou condes( títulos inexistentes entres os ciganos) e que eram peregrinos vindos do Egito, obtendo assim licença, das autoridades, para se instalarem.
Como nômades trabalhavam como ferreiros, domadores, criadores e vendedores de cavalos, comerciantes e especialmente com a arte advinhatória.
Foram, porém, perseguidos, julgados e expulsos ao longo de seu pacífico caminhar: para não ter a infelicidade de aqui ter que debulhar atrocidades, sofridas por eles, basta lembrar de que eram vidêntes e que viviam na Europa, na época da inquisição. Logo após a inquisição, vieram os etnólogos fascistas a lhes catalogar genealogias, no pós guerra. Chegaram a compartilhar florestas com os judeus, conforme textos escritos pela compositora e cantora Papusza, cigana búlgara que teve seu apogeu na década de 40, a qual tinha o costume de escrever sobre seu povo de maneira nostálgica e a mencionar vagamente a ameaça do mundo gadjikame, chegou a escrever também sobre "Ashfitz". Um poeta polonês descobriu Papusza e escreveu um livro traduzindo, para o polonês, suas história que havia penosamente registrado em língua romani. O poeta Ficowski publicou seus poemas na revista Problemy, sem reconhecer a sua autoria. Papusza foi altamente repreendida pelos roma, declarada mabrime( impura) e excluída do grupo. Papusza após passar por uma internação no hospital psiquiátrico da Silésia, viveu 34 anos sozinha esquecida por sua geração e ignorada pela geração seguinte, até sua morte em 1987. Papusza chegou a traduzir a "Internacional Comunista" para a lingua romani, em 1950, mas somente em 1989 surgiram os primeiros partidos políticos ciganos e os primeiros representantes, membros do parlamento, delegados a ONU. Na Romênia e Macedônia existem programa de televisão em Romani, editores de jornais e revistas, sendo uma das melhores editadas por Kosovan Rom, da Iuguslávia, chamada Patrin. A chegada da democracia nada mudou na vida dos roma. "A política secreta continua. O cerrado espinheiro de proibições - a cerca viva cigana - continua intacto." Os gadje estarão sempre externos à sua história.

Quanto aos seus direitos, não há ainda, no Brasil, texto legal dirigidos explicitamente a eles. Eles estão englobados ao texto legal por palavras, como por exemplo, minorias étnicas. A legislação brasileira se preocupou mais com os índios e com os negros do que com as outras minorias. O que nos dá esperança é que o número de textos, embora bastante repetitivos, escritos com relação ao povo oriundo do "mundo das cores", vem crescendo consideravelmente, o que implica uma tomada de consciência da humanidade a respeito desta minoria, a qual sem o apoio dos gadjé acabarão por mais existir.

HINO DOS CIGANOS
Gelem Gelem - O Hino Cigano - consagrou-se oficialmente durante o Primeiro Congresso Cigano em 1971 em Londres, como o Hino Internacional dos Ciganos uma adaptação feita em uma canção popular cigana dos países europeus, com versos inspirados nos ciganos que foram reclusos nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial de autoria do Rom yugoslavo Jarko Jovanovic, de nome DGELEM, DGELEM. Cuja letra segue abaixo em romany e em seguida traduzida para o português para conhecimento de seu conteúdo.
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Dgelem, Dgelem
Dgelem, Dgelem lungone dromentsa
Maladjilem bhartalé romentsa
Ai, ai, romale, ai shavalê (bis)
Naís tumengue shavalePatshiv dan man romale
Ai, ai, romale, ai shavalê (bis)
Vi mande sas romni ay shukar shavê
Mudarde mura famíliaLê katany ande kale
Ai, ai, romale, ai shavalê (bis)
Shinde muro ilôPagerde mury lumaAi, ai, romale, ai shavalê (bis)
Opré RomáAven putras nevo dromoro
Ai, ai, romale, ai shavalê (bis)
......................................................................
Em Português
Caminhei, caminhei longas estradas
Encontrei-me com romá (ciganos) de sorte
Ai, ai ciganos, ai jovens ciganos
Obrigado rapazes ciganos
Pela festa louvor que me dão
Eu também tive mulher e filhos bonitos
Mataram minha família
Os soldados de uniforme preto
Ai, ai ciganos, ai jovens ciganos
Cortaram meu coração
Destruíram meu mundo
Ai, ai ciganos, ai jovens ciganos
Pra cima Romá (Ciganos)
Avante vamos abrir novos caminhos
Ai, ai ciganos, ai jovens ciganos!!!

SANTA SARA KALI - padroeira dos ciganos

Pai Nosso em romani

Dat amarô cai san andô tchêri
Súnto si tirô anáv
Av aménde ando tirô rhaio
Ai te avêl pô tirô katê pe luma sar ando tchêri
Ô mânro amarô sáco diêsco, deamem
Adiês, ai ertisar amarhê bezerrhá,
Sar amê ertisarás codolêngue cai
Querém nassulipê aménguê
Na muk te querás nassulipê, ai dik pala amendê
Sóstar tírôi ô rhaio ê zôr ai blichís míndik.


Festa em um acampamento cigano

Existem acampamentos que são verdadeiras cidades

Bandeira dos ciganos

segunda-feira, 18 de junho de 2007

MAGIA

Magia e sedução ... dança e música .... são temperos indispensáveis na vida dos nossos queridos nômades e tudo isso representado pelo corpo feminino que seduz, levando à magia até a mente das pessoas, com suas advinhações, ora através do baralho, ora através da leitura das mãos ou até mesmo o simples fato de sentir a presença de um ser humano é motivo para desabar palavras que podem despertar sonhos ardentes, provocando a materialização de tais. A proteção daqueles que aqui não mais estão é só para aqueles que os compreendem e os amam incondicionalmente e que tenham a predisposição para fazer algo em pro dos excluidos, rotulados por seres selvagens que compõem a sociedade dos dominantes. É por isso que o ouro no vermelho reluz muito mais que em qualquer outro lugar - ouro e sudileza - dá um equilíbrio em seus contrastes o que não ocorre na combinação de - ouro e opulência - cuja aparência é pesada e truculenta. Desrreitadora dos valores éticos, se é que quem os unem tem alguma noção do que seja isso. A ansiedade provocada por essa magia é capaz de nos fazer mover montanhas, percorrer o mundo em busca de um verdadeiro amor. É dessa ansiedade que nasceu o termo "amor cigano" e não das uniões arranjadas existente dentro dos clãs. É a sublimidade do cigano fazendo as pessoas se elevarem até o topo da montanha e provando o néctar do amor em si e por si, nada mais.

domingo, 17 de junho de 2007

Dança cigana

A dança cigana não possui coreografia própria ou qualquer outro modelo pré estabelecido. A dança é livre, deixando-se levar pelos sentimentos. A dança alivia a dor. Possui uma identificação maior com a dança espanhola do que com as outras danças.
Para maiores esclarecimentos navegue pelo link:http://somostodosum.ig.com.br/clube/servicos.asp?id=753

A FAMILIA CIGANA

A família cigana é patriarcal cabendo ao homem o sustento dessa. A mulher se submete à vontade do marido e cuida dos afazeres domésticos. As crianças são criadas conforme a tradição havendo casos de pais retirarem seus filhos da escola para que esses não tenham contato com a cultura não cigana.

O CASAMENTO CIGANO

O casamento cigano dura dois dias, sendo que o primeiro dia há mais pessoas do que no segundo. No segundo é uma cerimônia mais íntima deste que para o primeiro dia, o convite é endereçado à toda a nação de língua romani. A compra da noiva é o momento crucial desta cerimônia. O branco impera no ambiente representando a ingenuidade e falta de responsabilidade assumida.

No segundo dia, a noiva troca o branco pelo vermelho o qual representa a transformação, não só na aquisição de responsabilidade de mulher perante a tradição, mas também a modificação ocorrida em seu próprio corpo - himem rompido seguido da exibição do sangue, cuja lembrança levará por toda sua jornada. É neste momento vermelho que a mulher assume sua condição de cigana, membro integrante da sociedade, responsável pela perpetuação da espécie e da tradição de seu povo. Nesse segundo dia, toda atenção está voltada para ela, a qual já provou ter usado seu corpo de acordo com os ditames da sociedade. O noivo fica em segundo plano, pois sua atuação em relação aos assuntos elucidados aqui é de pouca importância deste que esse pode se unir a uma mulher não cigana. É nesse segundo dia também que a noiva estreia seu lenço vermelho. Tudo o mais, no ambiente segue o tom vermelho. As flores distribuídas por ela , aos convidados são retribuídas, por esses, com uma quantia em dinheiro. O ouro reluz nesse ambiente vermelho, cor da sensualidade, da sorte, da beleza e da felicidade em si, dando um ar de exuberância em todos os componentes os quais integram este ambiente. Esta é a cena que mais retrata o povo cigano, que por algum milagre sobreviveu às vicissitudes da vida, transformando sua dor em melodia, dança, festa e poesia. São donos de uma leveza e sublimidade que não encontramos em nenhuma outra raça, oriundas talvez de sua mediunidade - arte de enxergar através do tempo.